quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Sentença do julgamento sobre guerrilha do Araguaia deve sair em novembro

- O Estado de S.Paulo
A Lei da Anistia, promulgada em 1979, ainda durante o regime militar, esteve no centro das análises e depoimentos apresentados no dia 22 de Maio  durante o julgamento do Brasil na Corte Interamericana de Direitos Humanos. Representando o Estado brasileiro, o corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, defendeu a decisão tomada recentemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito da lei. Segundo a mais alta corte brasileira, ela beneficiou também os agentes de Estado acusados de terem cometido violações de direitos humanos no período de repressão política. Não foi essa, porém, a opinião do analista colombiano Rodriguo Uprimny, especialista em justiça transicional. Após elogiar a transição democrática no Brasil, ele disse que ainda existem enclaves autoritários, que fazem com que o Estado continue em dívida com as vítimas da ditadura. A ação contra o Brasil foi apresentada à corte por familiares de mortos e desaparecidos no episódio da guerrilha do Araguaia, na década de 70. E após dois dias de audiência e das alegações finais, o trabalho foi encerrado. Agora os juízes estudarão o caso, devendo emitir uma sentença nos próximos meses. O mais provável é que saia em novembro. 

[22-05-2010]

2 comentários:

Ângela disse...

Esperamos realmente que saia esse julgamento, pois a familia e os sobreviventes mereçem que os culpados sejam punidos.

Guerrilha do Araguaia disse...

Concordamos com voce Ângela, Esperamos muito que saia esse julgamento, para aliviar um pouco a dor dos familiares e sobreviventes.