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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Ossadas que podem ser da guerrilha do Araguaia são encontradas no Pará

Restos humanos que podem ser de um guerrilheiro do Araguaia foram encontrados nesta semana na região conhecida como Tabocão, no de Brejo Grande do Araguaia, a 90 quilômetros de Marabá, no Pará.
A descoberta da ossada foi feita por parentes do guerrilheiro Antônio Teodoro de Castro (que usava o codinome Raul na guerrilha) após um informante, que prefere não se identificar, indicar vários locais onde poderiam estar sepultados guerrilheiros.
Com base nas informações, os parentes iniciaram as buscas em um dos pontos no último sábado. Durante as escavações, foram encontrados restos humanos – pedaços de crânio, dentes, tecidos.
Os familiares entraram em contato com o Ministério Público Federal, que soliciou o apoio da Polícia Federal, do Instituto de Perícias Científicas do Pará e do Instituto Médico Legal de Marabá.
Uma equipe de especialistas se deslocou para Brejo Grande na terça-feira. Todos o material recolhido foi encaminhado ao Instituto Médico Legal em Marabá, onde o será analisado.
Fonte: matéria extraída do portal BBC Brasil - materia completa http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/03/100317_araguaia_ossada_np.shtml

Museu em São Geraldo conta a história da Guerrilha

Um museu em São Geraldo do Araguaia (PA), com muitas dificuldades para sobreviver, conta um pouco da história da Guerrilha do Araguaia. A cidade fica há alguns metros de Xambioá (hoje no Estado do Tocantins), apenas o Rio Araguaia as separa.
O responsável pelo museu foi entrevistado por um repórter de Marabá. Confira o vídeo.

Governo guarda dez ossadas de guerrilheiros do Araguaia

O governo ainda guarda em seus armários dez ossadas retiradas de cemitérios do sul do Pará e norte do Tocantins, região onde ocorreu a Guerrilha do Araguaia (1972-1975). A Secretaria de Direitos Humanos reconheceu oficialmente a ossada de Bergson Gurjão Farias, morto em 1972 num combate com o Exército. A ossada foi retirada em 1996 do cemitério de Xambioá.

A ex-guerrilheira e jornalista Regilena Carvalho disse que espera a identificação das demais ossadas guardadas no Ministério da Justiça, em Brasília, e a entrega às suas famílias. ?Existem outras ossadas que não podem ser esquecidas em caixas de arquivo sob custódia da Comissão de Mortos e Desaparecidos.? Uma das sobreviventes da guerrilha, ela perdeu o marido, Jaime Petit, e os cunhados Lúcio e Maria Lúcia Petit.